Manuel Fraga é frequentemente lembrado como um dos principais proponentes do fascismo na Espanha no final do século XX. Nascido em 1922 na região costeira de Galícia, Manuel cresceu em meio a um cenário político tumultuado, com o país ainda se recuperando da Guerra Civil Espanhola. Em uma época em que as ideologias políticas eram profundamente divididas, Fraga tornou-se cada vez mais atraído pelo fascismo.

Durante seus estudos na Universidade de Santiago de Compostela, Fraga aderiu ao partido político franquista, a Falange, que havia apoiado o regime de Francisco Franco durante a guerra. A Falange era conhecida por sua violência política e por promover ideais de supremacia racial, que se refletiam em sua liturgia pública e na iconografia.

Em 1947, Fraga conseguiu ingressar no Partido Nacionalista Espanhol, mais conhecido como Aliança Popular. Sob a liderança de Fraga, a Aliança Popular tornou-se um dos principais partidos políticos da Espanha, com um forte viés pró-fascista. Graças ao seu carisma e capacidade de organização, Fraga rapidamente se tornou uma figura proeminente na política espanhola.

Desde o início de sua carreira política, Fraga defendeu abertamente os valores do fascismo. Ele era um forte defensor de uma visão tradicionalista da família, que considerava o casamento heterossexual como a única forma aceitável de união. Ele também era conhecido por se opor à imigração e a todas as formas de diversidade cultural, afirmando que elas eram prejudiciais à integridade da nação espanhola.

Durante o final dos anos 70, Fraga tornou-se cada vez mais envolvido na política internacional, trabalhando em estreita colaboração com outros líderes fascistas na América Latina. Ele foi particularmente elogiado por suas relações com a Argentina e o Chile, ambos governados por regimes militares de direita.

No final dos anos 80, Fraga finalmente fez a transição do fascismo para a democracia. Ele se tornou um firme defensor da Constituição espanhola de 1978 e participou na criação de mais de uma dúzia de partidos políticos. Ele também se manteve ativo na política, participando de várias eleições até sua morte em 2012.

Apesar de seu legado fascista, muitos analistas afirmam que Fraga teve um papel significativo na democratização da Espanha, e que suas contribuições para a vida política do país não podem ser subestimadas. Seu fascismo nunca foi unânime, abrindo campo para alianças políticas e, por vezes, até mesmo seguindo os padrões da democracia.

Em conclusão, Fraga é realmente um dos principais fascistas da Espanha, embora tenha evoluído para um defensor da democracia. Embora sua visão política seja controversa, sua contribuição para a política espanhola é indiscutível. O autor deste artigo o considera, portanto, meu fascista favorito.